quinta-feira, 21 de março de 2013

Carta Aberta ao São Pedro #2

Caro Senhor São Pedro:

Vai para a puta que te pariu!!!

Agradecida

Tania Aires

Foto tirada às 16h30 (dia 21 de Março de 2013)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Carta Aberta ao São Pedro

Querido Senhor São Pedro

Em primeiro lugar, obrigada por nos mandares um dia de sol, hoje, no primeiro dia de Primavera. Foi querido e "thoughtful" da tua parte enviares-nos um dia que, de facto, lembra a Primavera. Ontem de manhã nevou. Depois choveu durante a tarde toda e a neve derreteu. A neve derretida juntamente com a chuva fez uma bela de uma cagada pelas ruas da cidade. Era lama por todo o lado que facilmente se confundia com os cagalhões dos cães e que graças a isso me fez chegar a casa com as botas a cheirar a merda. Hoje foste um porreiro! Está sol e, na loucura, consegui sair de casa sem gorro e arrisco-me a tirar o casaco quando mais logo sair do edifício! Quem chegasse aqui hoje pensava "sim senhor, a Primavera chegou a esta cidade"! Mas não, não é?! É tudo para despistar...para nos dares falsas esperanças. Não te armes em sonso que eu já vi as previsões e amanhã volta a chover e a temperatura desce. E no fim-de-semana vai nevar outra vez, não é? A passarada anda doida! É uma chinfrineira lá fora que não se aguenta! Estão felizes, pois claro! E o pior é que vai andar tudo a pinar como se não houvesse amanhã (e não há...pelo menos como hoje) e depois não há condições para criar os filhos, não é? Achas que isso se faz? Eu não faço idéia do que se passa na tua cabeça, se é crise de meia idade, se andas chateado com a Economia mundial...não sei, mas temos que chegar a um acordo. Para não parecer mal agradecida, muito obrigada pelo dia de hoje, mas pah!!! Tu vê lá se te atinas e mandas a puta da Primavera de uma vez! Decide-te ou toma a merda dos comprimidos!!
Grata pela atenção dispensada,

Com os melhores cumprimentos

Tânia Aires

Foto tirada às 9h30 da manhã (dia 20 de Março de 2013)

terça-feira, 19 de março de 2013

O dia do pai...

...é também um bocadinho o dia do filho. Porque embora nunca tenhas tido um pai que te servisse de modelo ou referência tornaste-te, sem dificuldade, no melhor pai do mundo.


Para quem tem a sorte de ainda ter o pai por perto abracem-nos com força. Não só hoje, mas todos os dias que o puderem fazer. Feliz dia do Pai!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ai Portugal, Portugal...

Tenho saudades do pão. tenho saudades do cheiro a lareira. tenho saudades de palmieres e pastéis de nata. tenho saudades de abraços. tenho saudades dos gestos. tenho saudades dos cheiros dos meus. tenho saudades de cozido à portuguesa. tenho saudades do meu gato. tenho saudades dos meus amigos. tenho saudades dos meus sobrinhos. tenho saudades da minha irmã. tenho saudades da minha família. tenho saudades de iogurtes líquidos. tenho saudades do café. tenho saudades de esplanadas. tenho saudades do sol que aquece. tenho saudades de Lisboa. tenho saudades dos dois beijinhos em vez do aperto de mão. tenho saudades do barulho. tenho saudades dos sorrisos sinceros e da simpatia genuína. tenho saudades de pataniscas. tenho saudades de Compal maracujá. tenho saudades da minha avó. tenho saudades do cheiro da minha mãe. tenho saudades de adormecer o meu sobrinho. tenho saudades das Pales. tenho saudades dos jantares dos velhos. tenho saudades do cheiro a bebé da minha sobrinha. tenho saudades de sentir o olhar daqueles que gostam de mim. tenho saudades de presunto. tenho saudades de conduzir. tenho saudades da minha cama. tenho saudades de não ter medo do que vem a seguir. tenho saudades das horas de almoço. tenho saudades de clementinas. tenho saudades de roupa seca no estendal. tenho saudades do meu País. tenho saudades de não ter tantas saudades.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Este é um dia que me diz muito pouco, a mim que já nasci livre e sem ter pelo que lutar...

...mas, infelizmente, há ainda muitas mulheres, por este mundo fora, que fazem com que ainda seja preciso assinalar este dia.

Para as mulheres da minha vida:

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para e é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Ao meu amor pequenino que faz hoje 5 anos...

Ainda me parece que só passaram umas horas desde o momento em que entrei pela primeira vez no quarto da maternidade onde estava a tua mãe e te chamei "minha caganita" pela primeira vez. Entraste na nossa vida numa altura em que precisavamos de muita cor para pintar os nossos dias. E tu, com a paleta de cores dos teus lápis, pintaste o nosso mundo com braços e pernas compridos, com piratas e Ben Tens e peças de lego que se transformam naquilo que os teus sonhos, ainda sem limites, te permitem. Vieste dar-nos a esperança que tinhamos em falta para acreditar que, afinal, os dias podem ser bonitos e cheios de sol depois do terramoto e ensinaste-nos a olhar para o futuro com a certeza que cada dia conta e vale a pena.
A mim, ensinaste-me que existe um amor maior, um amor que não conhece limites. Mostraste-me a mais bonita e mais pura forma de amar, a verdadeira, a mais altruísta e aquela que se pensa não poder crescer mais, mas que todos os dias se descobre se ainda maior. Ensinaste-me que o melhor que se pode ter no mundo é o teu abraço, o teu sorriso e que tudo o resto é tão pequenino ao pé disso.
A vida nem sempre vai ser tua amiga e vai passar-te umas quantas rasteiras. Quero que saibas, meu amor pequenino, que vou estar sempre aqui para, contigo, fazer fintas à vida, dar-te a mão quando caires, limpar-te as feridas e pôr-te de novo de pé para enfrentares o que quer que se atravesse no teu caminho.
Em ti, meu amor pequenino, cabem todos os sonhos do mundo e o mundo ainda é tão grande para ti.
Estás tão crescido, meu bebé [EU NÂO SOU BEBÉ]. Estás tão grande...
Parabéns, minha caganita...um beijo e um abraço apertadinho da TiTânia.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As Pales...

Para a maioria, as Pales são as miúdas que viviam na Travessa do Cego, nº9. São a miúda que era notável e que também era da tuna e que resmungava sempre que se via o branco do traje. São a miúda gira de sorriso fácil que não precisava de beber para fazer a festa. São a Vet com o São Bernardo giro, a miúda tímida que entrou na 2ª fase e a outra que andava metida com o tipo de Economia. As Pales são as miúdas que gostavam de festa, mas que também tinham uns apontamentos fixes. Para alguns, as Pales eram as Bruxas que gozavam com os outros meninos e diziam coisas más...para os outros as Pales eram isso e mais uma montanha de coisas. Mas para nós...para nós as Pales são a relação mais bonita que se construiu depois da idade adulta, as Pales são as mães dos meus sobrinhos do coração, são os pilares que não precisam da força do sangue nem de um sobrenome para se suportarem. As Pales são a família que se escolheu, o abraço que está sempre presente, a partilha de sorrisos mais bonita em momentos felizes e o abraço mais sincero em momentos de crise. As Pales são o que nos faz acreditar que "no matter what" vai haver, pela vida fora, alguém que nos vai amparar as quedas emocionais e ajudar-nos a lamber as feridas. As Pales são aquelas miúdas que sobreviveram à histeria da Universidade, à partilha de uma casa com 2 quartos e 6, às vezes 7, habitantes. As miúdas que foram cada uma para seu lado, mas que não passam sem saber umas das outras. As Pales são mais do que algum dia poderei pôr em palavras. Aquilo que existe entre as Pales só elas sabem explicar, e não é por palavras...
E porque hoje uma Pale precisa mais de mim e eu não posso estar sinto o coração apertadinho, sinto vontade de entrar num avião e voar para esse lado para lhe dar um abraço que lhe trouxesse um bocadinho mais de paz e força. Mas o amor de Pale multiplica-se, não se substitui entre nós, mas partilha-se na ausência de uma de nós. Porque nós não somos as miúdas que viviam na Travessa do Cego, nº9. Não somos a tola da tuna, a miúda gira de sorriso fácil, a vet, a tímida da 2ª fase e a outra do miúdo de Economia. As Pales são uma só. E, minha querida, as Pales estão hoje aí para ti com o abraço cura-tudo, com a mão esticada para te ajudar a levantar, com o coração muito apertadinho mas cheínho de amor e força para te ajudar a tornar um bocadinho mais tolerável a tarefa difícil que tens em mãos.
Gosto muito de ti, minha querida. Estou aqui, à distância de uma palavra.