domingo, 16 de dezembro de 2012
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Porque a minha mana faz anos hoje...
...e porque gosto muito dela, e porque não vou poder dar-lhe um abraço apertado, e porque me apoia sempre que preciso, e porque me deu os sobrinhos mais lindos do mundo, e porque é o meu pilar, e porque sempre acreditou em mim...até que eu conseguia cantar as "Doce" com 6 meses de idade :-) E a única coisa que eu sabia era a música do Poppey...
A gostar de ti incondicionalmente há 33 anos! Parabéns, mana!
Errata: Onde se lê: "e porque me deu os sobrinhos mais lindos do mundo" deverá ler-se: "e porque escolheu-me um cunhado que permitiu que eu tivesse os sobrinhos mais lindos do mundo". Se bem que claramente as características que fazem deles os mais lindos do mundo vêm, de uma forma muito óbvia, da parte da tia Tânia.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Extreme Adoption
Eu entendo perfeitamente que se adopte um menino da Somália, que se adopte um lobo do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, que se adopte um Panda ou outro animal em perigo de extinção...até um qualquer animal do Zoo...até uma pradaria marinha...mas estes gajos levam a cena ao extremo...
Uma Autoestrada?! A sério?! "- Então como é que se chama a tua afilhada? - Chama-se Autoestrada do Norte, mas podes chamar-lhe A1."
[Na minha Universidade pode adoptar-se um canteiro...]
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Uma coisa importante de que ainda não vos falei...
![]() |
| Bandeira do Estado de Rhode Island |
O Estado de Rhode Island é conhecido pelas leis estapafúrdias que ainda constam na constituição do Estado. Já por várias vezes apanhei conversas que começam com "Oh, you can't do that?! Ah OK it's Rhode Island". Algumas ainda se praticam outras, por serem tão descabidas, já são ignoradas. Aqui fica a listinha das melhores!
· It is illegal to challenge someone to a duel,
or accept a duel, even it it is never actually fought. Penalty: Imprisonment
for one to seven years.
· Riding a horse over any public highway for
the purpose of racing, or testing the speed of the horse is illegal. Penalty:
Maximum $20 fine and imprisonment for 10 days.
· Exercising any labor, business, or work, or
using any game, sport, play, or recreation, or causing any of the above to be
done to or by your children, servants, or apprentices on the first day of the
week (Sunday) results in a penalty of $5 for the first offense and $10 for the
second.
· It is illegal to coast downhill in your car
with your transmission in neutral, or with the clutch disengaged.
· Impersonating a town sealer, auctioneer,
corder of wood, or a fence-viewer is against the law. Penalty: $20 to $100
fine.
· It is illegal to place a windmill within
twenty-five (25) rods of any traveled street or road.
· It is considered an offense to throw pickle
juice on a trolley.
· Rhode Island recently applied to the US
Government to make all the coastal waters of Rhode Island a "No Discharge
Zone". The ostensible purpose was to prohibit the discharge of sewage by
boats into the state's waters. However, discharge of raw sewage into the state
waters was already illegal. What the "No Discharge Zone" actually did
was make it illegal to discharge TREATED sewage from a boat into state waters.
What now happens is that boats (whose treatment systems far outperform
municipal sewage treatment plants) are now required to disable their sewage
treatment systems, and carry their sewage to a shore-based facility, which then
dumps the partially treated sewage back into Rhode Island's coastal waters.
· Professional sports, except ice polo and hockey,
must obtain a license to play games on Sunday.
· Any marriage where either of the parties is
an idiot or lunatic is null and void. -SECTION 11-40-1
Aplicadas só em algumas cidades:
Newport
· You cannot smoke a pipe after sunset.
Providence
· There is not an appeals process for exemtion
of property tax due to a disability or poverty.
· It is illegal to wear transparent clothing.
· You may not sell toothpaste and a toothbrush
to the same customer on a Sunday.
West Warwick
· It is illegal to use water on
even-numbered days for the sole purpose of watering plants, gardens, or lawns.
If you break this law there is a fine of $25-$100.
Pessoalmente, adoro a da escova e pasta de dentes!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Já vos contei do rapazinho...
...que se veio meter comigo quando estava em NY à espera do comboio para voltar para casa e que, depois de me ter dito coisas bonitas tais como que nunca ficava bêbedo e nunca vomitava, disse-me que fazia música (não me lembro do nome do estilo musical) que soava a Transformers a pinar?
E é isto...lembrei-me agora e achei que devia ficar registado.
Lembram-se do Don Juan e da outra miúda?
Juntei-os no mesmo grupo de trabalho, grupos de 2...estou a sentir falta de uma boa novela! :-)
domingo, 9 de dezembro de 2012
Comecei a ler Bukowski...
“there are worse things
than being alone
but it often takes
decades to realize this
and most often when you do
it's too late
and there's nothing worse
than too late”
than being alone
but it often takes
decades to realize this
and most often when you do
it's too late
and there's nothing worse
than too late”
― Charles
Bukowski incluído no "You Get So Alone That It Just Makes Sense"
... agora de vez em quando vão ter que levar com isto!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Um dia de cada vez...
há dias tão grandes que parecem um mês inteiro. há dias que passam num abrir e fechar de olhos. há dias para esquecer. há dias para lembrar. há dias simples. há dias, meu deus, que são uma confusão. há dias silenciosos, metidos nos seus botões. há dias que dão vontade de falar. há dias cheios e dias em cheio. há dias quase vazios. e dias que mudam as nossas vidas. há dias em que só pensamos no futuro. e dias em que temos saudades de quase tudo. há dias com grandes manhãs. e dias que se prolongam pela noite dentro. há dias ensonados. nublados como sonhos. há dias reais. dias irreais. há dias cheios de amigos. e outros mais sozinhos. há dias em que chove a cântaros. há dias em que perdemos a chave. e dias em que perdemos o autocarro. há dias em que o rei faz anos. há dias de greve. de trânsito e engarrafamentos. há dias de eleições e de novos governos. há dias sem carros. há dias da mãe, do pai e da criança. dias da música, da água e da dança. há dias em que perdemos a esperança. há dias em que cruzamos os braços. e dias em que arregaçamos as mangas. há dias em que ninguém nos cala. há dias em que nos apetecia mandar nisto tudo! há dias em que temos vontade de partir. e dias em que temos vontade de voltar. há dias coloridos e dias a preto e branco. há dias negros (verdadeiramente maus). e dias azuis. há dias trágicos. há dias em que aprendemos uma palavra nova. e dias em que temos uma palavra mesmo debaixo da língua. há dias em que tudo são sete cores. os pássaros, a vizinha, o senhor do talho, as flores! há dias bons para andar de bicicleta (e de triciclo). há dias em que perdemos a cabeça. há dias em que começamos tudo do princípio. há dias que já lá vão. há dias que nunca chegam. há dias em que contamos os dias para as férias. há dias em que temos orgulho do nosso país. e outros em que nos deixam muito envergonhados. há dias de cerimónia. e outros em que nos apetece andar descalços. há dias que passam a correr. e outros que vão andando... há dias de surf. e dias de sofá. há dias em que não fazemos os trabalhos de casa... e dias em que partimos o mealheiro. há dias que esticam. há dias que deviam durar para sempre. há dias em que nos apetecia mesmo dormir debaixo de uma grande árvore. há dias em que precisamos de um café. e dias em que precisamos de um abraço. há dias em que fazemos um amigo. há dias em que as coisas andam para trás. e dias em que o mundo anda para a frente. há dias que pedem uma banda sonora. e dias em que apetece cantar no duche.
há dias e dias, dias que não são dias...
... e melhores dias hão de vir..
Um livro para todos os dias, Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho
sábado, 1 de dezembro de 2012
Ontem nevou durante a noite...
...hoje a neve derreteu, fez lama e muita água, que depois congelou. A cidade está um autêntico ringue the patinagem e este foi o dia que eu escolhi para ir ao Mall cá do sítio pela primeira vez desde que cá estou. Não trouxe muita roupa e já consegui dar cabo de 1/3 da que trouxe por isso tinha mesmo que ir. Ia-me espalhando 3 vezes durante o percurso em que uma das vezes habilitava-me a perder os dentinhos todos. Mas valeu a pena!! Comprei um casaco de inverno, duas camisolas de lã, um cachecol, uma almofada, um pijama e...the Holy Grail...uma varinha mágica!! Já posso fazer sopinha!!! E tudo isto por pouco mais que $100 usd.
![]() |
| Oh que linda!! Até tem batedeira para poder fazer bolos!!! |
E olhem o pijama ca bonito e ca categoria!!! Mas é bem quentinho, dizem que é plush!!
![]() |
| Coisa mai linda!! Tão Natalício!! |
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Estou capaz de matar pessoas!!
E hoje tive que dizer aos meus undergrads: "I think we have to set some boundaries here..."
Só não me chamam mãe porque...olha, porque não falam português!!
Depois há um Dom Juan que passa o tempo todo a "flirtar" com a miúda mais nova do grupo (que também é a mais esperta). Hoje quando os ensinava a programar a máquina de PCR e estava no passo dos 4ºC forever, ele sai-se com um "forever is a lot of time...I could only say forever if it was to say, I'll love you forever" dirigido à miúda... Uma pessoa não sabe se há-de rir ou se há-de chorar...
Não fui feita para isto...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A insustentável leveza do ser...
De tempos a tempos dá-me para isto...provavelmente, e se fizer bem as contas, a coisa é capaz de coincidir com determinada fase do meu ciclo menstrual, ou qualquer coisa que o valha. Mas já me deixei de fazer contas, aceito que somos todos um saquinho de sangue que é bombeado com hormonas a cada segundo que passa e resigno-me à condição de receptáculo de neurotransmissores e outras demais hormonas e tento apenas lidar com isso, ajustar as doses, gastar os excessos.
Se há alturas em que dói e que somos acometidos daquele sentimento parvo de auto-comiseração em que, de uma forma egoísta, atraímos todas as atenções para nós em busca de qualquer coisa que nos levante do chão, que nos encha o ego ou simplesmente que nos lembre que lá fora há quem goste de nós, outras há em que o que mais dói é esta impossibilidade de lá estarmos para aqueles que gostamos. Senti-mo-nos presos e amordaçados e por mais que tentemos dar aquilo que podemos à distancia de um click num botão de rato fica sempre a faltar qualquer coisa, fica sempre a faltar tudo. E mais difícil do que lidar com a nossa própria dor, é a impossibilidade de aliviar a dor daqueles que gostamos de ajudar a carregar o fardo de ajudar a ajustar as doses dos bombardeamentos de hormonas a que estão sujeitos aqueles que amamos.
E quando penso nisso, lembro-me de um dos livros que mais gostei de ler, "A Insustentável Leveza do Ser", em que o Kundera dedica um capítulo inteiro à compaixão e a explora até à exaustão. Fiquei a perceber que há dois lados da mesma moeda e que, se nas línguas germânicas, compaixão assume o sentido de uma partilha pelo sentimento alheio em que as dores de quem nos está próximo tornam-se nas nossas próprias dores, as derivações latinas desta mesma palavra significam apenas piedade, o que acontece quando nos posicionamos num nível superior aquele que sofre e que nos garante uma posição dominadora. É como que se a compaixão fosse uma dádiva ao próximo e não uma partilha da dor como é visto pelos germânicos.
E depois penso que, mais uma vez, tudo se resume ao mesmo egoísmo de sempre. Que apenas oscilamos entre momentos em que precisamos sentir que os outros lá estão para nós e que partilham das nossas dores como na acepção germânica da palavra e momentos em que queremos assumir o nosso valor perante o próximo e por-mo-nos no nível superior oferecendo a nossa ajuda. E no fundo vai dar tudo ao mesmo, e no fundo somos todos uma cambada de egoístas que só queremos elevar-nos a nós mesmos.
Mas depois lembro-me de vocês, e passam-me as fases filosóficas e deixo de pensar e limito-me a sentir. E as vossas dores doem-me, e os vossos problemas preocupam-me. E é tão mais fácil lidar com as nossas próprias dores do que com as dores dos que gostamos. Connosco sabemos como ajustar os botões, sabemos para que lado os girar de modo a tornar a coisa mais suportável. Com os outros não sabemos se estamos a fazer o movimento certo e se girarmos para a direita vai acabar por fazer doer mais. E queremos estar perto e dói tanto...mas com a nossa dor podemos nós bem. E um simples abraço podia curar tanta coisa...e nós estamos tão longe para isso...e é uma merda. Uma filha da puta de distância que não nos deixa curar as dores dos nossos, ou pelo menos torná-las mais suportáveis.
E por mais que vos diga que gosto de vocês e que vos lembre de quando em vez o quanto me fazem falta hoje acordei com a certeza que devia estar aí e que queria estar aí e que por mais que escreva e por mais que fale e por mais que fique triste, a única coisa certa a fazer era estar aí...e a puta da distância não me deixa estar aí.
E como um dia vos disse "these boots are made for walking"...só não sei é se foram feitas para percorrer grandes distâncias...
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Extreme Makeover
Nos dias em que estou na URI tenho que ir de autocarro de Newport até Kingston onde fica a Universidade. Nesses mesmos dias e exactamente à mesma hora que eu há uma miúda asiática (é bonita, por isso deve ser para aí Coreana) que vai sempre nesse mesmo autocarro. O tempo de viagem, para mim, é de cerca de 1 hora, ela entra 2 paragens a seguir o que são apenas menos 5 minutos de viagem. Desde que aquela alminha entra no autocarro até que sai (aprox 1 hora), está a maquilhar-se. Eu, a primeira vez que vi, fiquei maravilhada! Desconhecia a parafernália de coisas que se podiam pôr na cara...durante aquele tempo ela saca caixas, pincéis, lápis, batons e até aquela merda que parece uma tesoura mas que é para enrolar as pestanas. Aquela merda é impressionante e eu, nas primeiras vezes, fiquei de facto fascinada. A miúda entra no autocarro como uma miúda normal e sai do autocarro tal e qual uma daquelas estátuas que existem no Museu Madame Tussauds. Habituei-me aquilo, já fazia parte da minha manhã e, para dizer a verdade, aprendi umas quantas merdas!
Na 4ª feira passada em vez de ir para o laboratório como é habitual fiquei num dos edifícios onde há aulas porque tinha um curso de "toxic waste" nesse edifício. Informei-me de onde era a sala e lá fui eu. Antes passei no WC e lá estava a menina do autocarro...não estava a maquilhar-se, mas estava a mudar de roupa. Em vez das calças de ganga tinha agora um cinto (acho que é suposto ser mini-saia) e em vez da sweater tinha uma merda cheia de folhos e com um decote até ao umbigo.
E pronto, foi assim que fiquei a saber que estas coisas não acontecem só nos filmes...
P.S. Estou a planear amanhã ir fazer jogging, toda a gente faz jogging aqui e eu sou pela integração! Se não der notícias durante os próximos tempos foi porque faleci.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Hoje foi dia de...
... "Ooooohhh!!!! Really?! Your plugs are not like ours?!!"
Ensino tanta coisa a esta gente...
Ensino tanta coisa a esta gente...
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Devagarinho vou começando a entender (???) este país...
Por aqui, alguns feriados que são ao Domingo são empurrados para a 2ª feira seguinte e faz-se feriado à Segunda. Mas melhor ainda que isso é o que implica haver um feriado durante a semana.
O camião do lixo passa às 4ªfeiras na minha rua e de manhã deve-se pôr os contentores à beira da estrada para o lixo ser recolhido. Hoje de manhã tinha que sair de casa às 6:30 da manhã e já ia a caminho do autocarro qd me lembrei, voltei atrás e andei a correr com a porra dos contentores (lixo orgânico, reciclagem e "yard waste") às costas. Vi que era a única que tinha posto a porra dos contentores na rua, mas pensei "Ah, deve ser porque ainda é muito cedo e ainda ninguém pôs". Ao fim do dia, chego a casa e reparo que os contentores ainda têm o lixo lá dentro...maaauuuu!!! Apanho a vizinha do lado na rua e perguntei-lhe o que é que se tinha passado, ao que ela respondeu: "Oh! But Monday was an holiday so Wednesday runs like a Tuesday...". Aaaaahhhhh!!! Mas como é que eu não pensei logo nisso?!! So obvious!! Daaahhhh!!!
...
Portanto, quando há um feriado a uma 2ª feira (por exemplo), toda a semana é empurrada um dia. Ou seja, a 3ª feira funciona como sendo uma 2ª feira, a 4ª feira como sendo uma 3ªfeira e aí por diante.
Eu um dia chego lá...
Macgyver genes...
O laboratório onde estou na URI era, até recentemente, um laboratório exclusivo de ecologia. Eu vim basicamente "montar" um laboratório de biologia molecular e ainda há muita coisa que vai faltando e que se vai encomendando conforme as necessidades. No outro dia estávamos a fazer extracções de DNA e faltavam uns "floaters" para pôr os tubos no banho quente. Foi o pânico, o horror, a tragédia na cabeça daquelas alminhas! Andei a ver se algum dos suportes que tínhamos faziam as vezes dos "floaters", mas não. Eu perguntei se tinham placas de esferovite e lá se foram arranjar umas quantas. Abri-lhes uns quantos buracos e ficou um "floater" perfeito! A miúda, ficou a olhar para mim maravilhada! Ah! Como é que te lembraste disso! Eu no gozo, olho para ela e digo-lhe: "You know, we have a saying that says that Portuguese people have Macgyver genes...". Ela olhou para mim, muito admirada e só disse: "Wow!!"", eu fiquei a rir-me para dentro!
Ontem, cheguei ao lab e já ela estava a preparar os tubos para fazermos o PCR. Outra coisa que ainda falta no lab são suportes para tubos pequeninos de PCR. Assim que lá cheguei, ela olhou para mim e disse: "Look, I got some of your Macgyver genes and I built a rack for small tubes out of a styrofoam plate!!" :-)
Nem imaginam o ar de felicidade dela! Que orgulho!!!
Nem imagino o que diriam se vissem a super centrífuga que "mê Nelso" construiu a partir de uma saladeira!!
domingo, 11 de novembro de 2012
Not even Sandy ruined it...
Nesta cidade acordo sempre às 7 da manhã, o sol nasce cedinho e quando está bom tempo o céu é mesmo azul, as cores são mesmo vivas e dá vontade de passear logo pela fresquinha.
Com o frio que já se faz sentir por aqui as ruas estão vazias de manhã, as únicas pessoas que se vêem estão a fazer o seu jogging matinal (esta gente corre muito...). Gosto muito desta cidade, o único problema que tem é faltarem cá vocês! :-)
terça-feira, 6 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
It is what it is...
Diálogo, com um tal de Timothy, acerca da passagem do Sandy por aqui, em que eu acabo a conversa com:
Eu: Pois, nós em Portugal não estamos muito habituados a estas catástrofes naturais, por isso foi um bocadinho assustador...
...
Timothy: E por falar em Espanha... [o resto da linha não interessa para aqui].
Eu não consegui responder, mas acho que a cara que fiz disse tudo...ouve-se do fundo da sala, o meu chefe:
- She's gonna slap you in the face...
Primeira coisa a constatar, eles sabem muito bem onde é Portugal e que não somos Espanha, só gostam mesmo é de nos irritar. Segunda coisa, o meu mau feitio já é reconhecido por aqui...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Just name it!
Se vai andar por aí a passear comigo quero ter um nome para poder apresentá-lo às pessoas. Vá, ajudem-me e respondam ali ao lado num nome bem Tuga para o Galinho de Barcelos! :)
terça-feira, 30 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
As saudades explicadas a quem não as consegue entender...(em jeito de desabafo)
Esta semana já faz um mês que aqui estou. Para a maioria, a frase seria, esta semana ainda só passou um mês desde que aqui estou.
Não é a primeira vez que saio do país, já o fiz antes por alguns meses, mas sempre com o tempo contado, com um prazo, uma validade que me garantia que, por mais falta que as minha pessoas me fizessem, depois de passado esse prazo eu voltava para a minha casa, para a minha rotina, para as minhas pessoas. Desta vez é diferente, e por mais que se tente explicar a quem fica aquilo que sente alguém que vai sem data de regresso, o resultado é sempre uma uma grande frustração.
É preciso estar cá, sair da nossa casa, deixar para trás as rotinas, deixar de ver os nossos, trocar o certo pelo incerto, abandonar os nossos pilares, deixar de ter o porto seguro de todos os dias, deixar de usar a nossa língua para as coisas mais básicas como chamar o canalizador...é preciso largar aqueles que sempre nos deram a segurança que só um lar nos consegue dar, aqueles que cresceram connosco e nos fizeram crescer, para se entender as saudades que se sentem longe de quem gostamos.
Depois há sempre as expectativas, que são fodidas, que nos deixam decepcionar por aqueles de quem esperávamos mais, aqueles que tomámos como certo de que estariam lá, no cantinho que deixámos, prontos para nos dar aquele abraço que faz falta (mesmo que virtual), para nos dizer um simples "olá" como quem diz "estás aí longe, mas não me esqueci de ti", mas no fim a única coisa que temos certo é que eles continuarão com a vida deles sem sequer notarem que fomos embora. E isso é tramado, deixa-nos um vazio muito grande. Mas depois há o reverso da medalha, há aqueles que, mesmo sem estarem perto, mesmo sem terem que falar connosco diariamente, sabem o momento certo para enviar aquele e-mail, para fazer aquela chamada no Skype, para nos dar a saber que estão lá e que vão estar sempre. São essas as pessoas que preenchem os meus Sábados (o dia de receber chamadas no Skype) de sorrisos e me dão o empurrãozinho inicial que se precisa para levar isto para a frente. São estas pessoas que entendem que para nós o "já faz um mês" é bem diferente do "ainda só passou um mês", que entendem que as saudades para nós chegam mais cedo, porque nos faltam as bases, os alicerces, porque tudo aquilo que estávamos habituados mudou. E a mudança não é má...eu gosto da mudança...mas caramba, somos animais sociais habituados a rotinas e estilos de vida que fizeram de nós o que somos hoje, não é suposto de um dia para o outro criarmos uma rotina nova e toda uma nova vida social que levou anos a criar no nosso espaço.
As novas tecnologias e redes sociais têm tanto de bom como de mau...permitem-nos estar em contacto com quem está longe, mas também nos permitem saber com facilidade quem nos deixa para trás.
Vidas ocupadas todos temos, todos saímos de casa bem cedo de manhã e voltamos ao fim do dia cansados, sem paciência...mas só alguns, aqueles que mesmo longe continuam a ser as nossas pessoas, conseguem entender estas saudades que não são proporcionais ao tempo que se está fora, estas saudades que só sente quem não tem data para voltar...e eu não me queixo das saudades, só as dou a conhecer...e se me queixar? Bolas! Não nos queixamos todos de vez em quando?!
Estou onde quero, a fazer aquilo que quero e como quero...quem me conhece sabe que não vou parar por aqui, não sei estar quieta e estou constantemente com vontade de conhecer sítios novos. Isto para mim é uma jornada que ainda agora começou, sei alguns vão caminhar sempre ao meu lado e sei que outros irão ficar pelo caminho.
As saudades não se medem em meses, nem em quilómetros, nem em horas de distância, as saudades medem-se em abraços que não demos, gargalhadas que não partilhámos, conversas que não tivemos e carinho que faltou. Acho que quem não as entende, nunca viveu verdadeiramente os outros...
domingo, 14 de outubro de 2012
"I'm sorry o ca%$lho!!"...
...foi a única coisa que consegui dizer quando o dono do Pitbull que me tentou comer ainda agora me pediu desculpa. Fiquei com o coração colado ao céu da boca...
E foi este o momento alto do meu dia...Ah! E vi uma limousine! O carro, não a vaca...
E foi este o momento alto do meu dia...Ah! E vi uma limousine! O carro, não a vaca...
sábado, 13 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
E assim vai a vida em Newport...
E já passou mais de uma semana que aqui estou, acho que agora já consigo transmitir-vos algumas das minhas primeiras impressões. Isto não é fácil...uma pessoa cai aqui de pára-quedas [isto mudou com o acordo ou não?!] e primeiro tenta levantar-se da queda e manter o equilíbrio, só depois de algum tempo é que se consegue começar a fazer o reconhecimento do sítio onde se caiu e a assimilar o que por aqui há.
Newport é uma cidade pequenina, situada na Ilha Aquidneck também ela não muito grande. Os primeiros portugueses que aqui chegaram foram judeus que fugiram da inquisição em 1658 e, desde aí, formaram uma comunidade com uma grande representatividade na comunidade local.
Apesar de ainda não ter começado a trabalhar, o tempo para passear tem sido pouco. Ando a tratar de papelada entre uma Universidade e outra, segurança social, seguro de saúde, etc, e nos poucos dias livres que tive estava a chover (embora tenha estado muito calor).
O maior passeio que fiz foi o percurso chamado "Cliff walk". Como o nome indica, é um percurso pedestre, ao longo de um desfiladeiro (que é o limite da Ilha), com cerca de 5Km, faz-se bem e a paisagem é brutal! Os famosos 40 steps são ao fundo da minha rua e a praia também não é muito longe. O percurso acaba perto da Universidade de Salve Regina, uma das Universidades onde vou estar a trabalhar.
Aqui as ruas são limpinhas e organizadas e cheiram às flores que as pessoas têm nos alpendres. O balanço? Estou a gostar muito, há qualidade de vida, mas teria tudo muito mais piada se pudesse partilhar tudo isto com vocês :)
Este fim-de-semana há mais passeio! Volto depois com mais fotos!
domingo, 30 de setembro de 2012
Olha as fotos do backyard!
Parou de chover e veio um solinho bom! Aqui vão as fotos do quintalinho com direito a barbacue e tudo! :)
Subscrever:
Comentários (Atom)





















