What Happens When You Live Abroad
quinta-feira, 28 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
Mãe, foi desta...
Hoje acordei tarde e fui a correr para o lab, atrasada. Por volta da hora de almoço percebo que me tinha esquecido de levar tampões (não que isso vos interesse muito, mas é importante para a história...). Saio a correr do lab e vou a casa buscar os ditos. Chego a casa e percebo que não tenho...vou a correr ao supermercado. Chego ao supermercado, à pressa porque tinha deixado coisas a meio no lab, e pego na primeira caixa de tampões que encontro. Geralmente uso tampões mini (acredito que também não vos interesse, mas tb é importante para a história...). Chego ao lab e reparo que os tampões que tinha adquirido no supermercado não são mini...também não são medium...nem plus...mas sim Super Plus!
Juro-vos que nunca tinha visto coisa tão grande...tampões...
Visto que já estava no lab e não tinha outra hipótese, tenho a anunciar...Mãe, já não sou virgem...e foi assim...sem um beijo nem nada...
quinta-feira, 21 de março de 2013
Carta Aberta ao São Pedro #2
quarta-feira, 20 de março de 2013
Carta Aberta ao São Pedro
Querido Senhor São Pedro
Em primeiro lugar, obrigada por nos mandares um dia de sol, hoje, no primeiro dia de Primavera. Foi querido e "thoughtful" da tua parte enviares-nos um dia que, de facto, lembra a Primavera. Ontem de manhã nevou. Depois choveu durante a tarde toda e a neve derreteu. A neve derretida juntamente com a chuva fez uma bela de uma cagada pelas ruas da cidade. Era lama por todo o lado que facilmente se confundia com os cagalhões dos cães e que graças a isso me fez chegar a casa com as botas a cheirar a merda. Hoje foste um porreiro! Está sol e, na loucura, consegui sair de casa sem gorro e arrisco-me a tirar o casaco quando mais logo sair do edifício! Quem chegasse aqui hoje pensava "sim senhor, a Primavera chegou a esta cidade"! Mas não, não é?! É tudo para despistar...para nos dares falsas esperanças. Não te armes em sonso que eu já vi as previsões e amanhã volta a chover e a temperatura desce. E no fim-de-semana vai nevar outra vez, não é? A passarada anda doida! É uma chinfrineira lá fora que não se aguenta! Estão felizes, pois claro! E o pior é que vai andar tudo a pinar como se não houvesse amanhã (e não há...pelo menos como hoje) e depois não há condições para criar os filhos, não é? Achas que isso se faz? Eu não faço idéia do que se passa na tua cabeça, se é crise de meia idade, se andas chateado com a Economia mundial...não sei, mas temos que chegar a um acordo. Para não parecer mal agradecida, muito obrigada pelo dia de hoje, mas pah!!! Tu vê lá se te atinas e mandas a puta da Primavera de uma vez! Decide-te ou toma a merda dos comprimidos!!
Grata pela atenção dispensada,
Com os melhores cumprimentos
Tânia Aires
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| Foto tirada às 9h30 da manhã (dia 20 de Março de 2013) |
terça-feira, 19 de março de 2013
O dia do pai...
...é também um bocadinho o dia do filho. Porque embora nunca tenhas tido um pai que te servisse de modelo ou referência tornaste-te, sem dificuldade, no melhor pai do mundo.
Para quem tem a sorte de ainda ter o pai por perto abracem-nos com força. Não só hoje, mas todos os dias que o puderem fazer. Feliz dia do Pai!
segunda-feira, 18 de março de 2013
Ai Portugal, Portugal...
Tenho saudades do pão. tenho saudades do cheiro a lareira. tenho saudades de palmieres e pastéis de nata. tenho saudades de abraços. tenho saudades dos gestos. tenho saudades dos cheiros dos meus. tenho saudades de cozido à portuguesa. tenho saudades do meu gato. tenho saudades dos meus amigos. tenho saudades dos meus sobrinhos. tenho saudades da minha irmã. tenho saudades da minha família. tenho saudades de iogurtes líquidos. tenho saudades do café. tenho saudades de esplanadas. tenho saudades do sol que aquece. tenho saudades de Lisboa. tenho saudades dos dois beijinhos em vez do aperto de mão. tenho saudades do barulho. tenho saudades dos sorrisos sinceros e da simpatia genuína. tenho saudades de pataniscas. tenho saudades de Compal maracujá. tenho saudades da minha avó. tenho saudades do cheiro da minha mãe. tenho saudades de adormecer o meu sobrinho. tenho saudades das Pales. tenho saudades dos jantares dos velhos. tenho saudades do cheiro a bebé da minha sobrinha. tenho saudades de sentir o olhar daqueles que gostam de mim. tenho saudades de presunto. tenho saudades de conduzir. tenho saudades da minha cama. tenho saudades de não ter medo do que vem a seguir. tenho saudades das horas de almoço. tenho saudades de clementinas. tenho saudades de roupa seca no estendal. tenho saudades do meu País. tenho saudades de não ter tantas saudades.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Este é um dia que me diz muito pouco, a mim que já nasci livre e sem ter pelo que lutar...
...mas, infelizmente, há ainda muitas mulheres, por este mundo fora, que fazem com que ainda seja preciso assinalar este dia.
Para as mulheres da minha vida:
Para as mulheres da minha vida:
Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para e é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."
Rui Zink
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