quinta-feira, 28 de março de 2013

E é isto...é mesmo isto...



What Happens When You Live Abroad

But one thing that undoubtedly exists between all of us, something that lingers unspoken at all of our gatherings, is fear. There is a palpable fear to living in a new country, and though it is more acute in the first months, even year, of your stay, it never completely evaporates as time goes on. It simply changes. The anxiousness that was once concentrated on how you’re going to make new friends, adjust, and master the nuances of the language has become the repeated question “What am I missing?” As you settle into your new life and country, as time passes and becomes less a question of how long you’ve been here and more one of how long you’ve been gone, you realize that life back home has gone on without you. People have grown up, they’ve moved, they’ve married, they’ve become completely different people — and so have you.
So many of us, when we leave our home countries, want to escape ourselves. We build up enormous webs of people, of bars and coffee shops, of arguments and exes and the same five places over and over again, from which we feel we can’t break free. There are just too many bridges that have been burned, or love that has turned sour and ugly, or restaurants at which you’ve eaten everything on the menu at least ten times — the only way to escape and to wipe your slate clean is to go somewhere where no one knows who you were, and no one is going to ask. And while it’s enormously refreshing and exhilarating to feel like you can be anyone you want to be and come without the baggage of your past, you realize just how much of “you” was based more on geographic location than anything else.
Walking streets alone and eating dinner at tables for one — maybe with a book, maybe not — you’re left alone for hours, days on end with nothing but your own thoughts. You start talking to yourself, asking yourself questions and answering them, and taking in the day’s activities with a slowness and an appreciation that you’ve never before even attempted. Even just going to the grocery store — when in an exciting new place, when all by yourself, when in a new language — is a thrilling activity. And having to start from zero and rebuild everything, having to re-learn how to live and carry out every day activities like a child, fundamentally alters you. Yes, the country and its people will have their own effect on who you are and what you think, but few things are more profound than just starting over with the basics and relying on yourself to build a life again. I have yet to meet a person who I didn’t find calmed by the experience. There is a certain amount of comfort and confidence that you gain with yourself when you go to this new place and start all over again, and a knowledge that — come what may in the rest of your life — you were capable of taking that leap and landing softly at least once.
But there are the fears. And yes, life has gone on without you. And the longer you stay in your new home, the more profound those changes will become. Holidays, birthdays, weddings — every event that you miss suddenly becomes a tick mark on an endless ream of paper. One day, you simply look back and realize that so much has happened in your absence, that so much has changed. You find it harder and harder to start conversations with people who used to be some of your best friends, and in-jokes become increasingly foreign — you have become an outsider. There are those who stay so long that they can never go back. We all meet the ex-pat who has been in his new home for 30 years and who seems to have almost replaced the missed years spent back in his homeland with full, passionate immersion into his new country. Yes, technically they are immigrants. Technically their birth certificate would place them in a different part of the world. But it’s undeniable that whatever life they left back home, they could never pick up all the pieces to. That old person is gone, and you realize that every day, you come a tiny bit closer to becoming that person yourself — even if you don’t want to.
So you look at your life, and the two countries that hold it, and realize that you are now two distinct people. As much as your countries represent and fulfill different parts of you and what you enjoy about life, as much as you have formed unbreakable bonds with people you love in both places, as much as you feel truly at home in either one, so you are divided in two. For the rest of your life, or at least it feels this way, you will spend your time in one naggingly longing for the other, and waiting until you can get back for at least a few weeks and dive back into the person you were back there. It takes so much to carve out a new life for yourself somewhere new, and it can’t die simply because you’ve moved over a few time zones. The people that took you into their country and became your new family, they aren’t going to mean any less to you when you’re far away.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Mãe, foi desta...

Hoje acordei tarde e fui a correr para o lab, atrasada. Por volta da hora de almoço percebo que me tinha esquecido de levar tampões (não que isso vos interesse muito, mas é importante para a história...). Saio a correr do lab e vou a casa buscar os ditos. Chego a casa e percebo que não tenho...vou a correr ao supermercado. Chego ao supermercado, à pressa porque tinha deixado coisas a meio no lab, e pego na primeira caixa de tampões que encontro. Geralmente uso tampões mini (acredito que também não vos interesse, mas tb é importante para a história...). Chego ao lab e reparo que os tampões que tinha adquirido no supermercado não são mini...também não são medium...nem plus...mas sim Super Plus!



Juro-vos que nunca tinha visto coisa tão grande...tampões...
Visto que já estava no lab e não tinha outra hipótese, tenho a anunciar...Mãe, já não sou virgem...e foi assim...sem um beijo nem nada...

quinta-feira, 21 de março de 2013

Carta Aberta ao São Pedro #2

Caro Senhor São Pedro:

Vai para a puta que te pariu!!!

Agradecida

Tania Aires

Foto tirada às 16h30 (dia 21 de Março de 2013)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Carta Aberta ao São Pedro

Querido Senhor São Pedro

Em primeiro lugar, obrigada por nos mandares um dia de sol, hoje, no primeiro dia de Primavera. Foi querido e "thoughtful" da tua parte enviares-nos um dia que, de facto, lembra a Primavera. Ontem de manhã nevou. Depois choveu durante a tarde toda e a neve derreteu. A neve derretida juntamente com a chuva fez uma bela de uma cagada pelas ruas da cidade. Era lama por todo o lado que facilmente se confundia com os cagalhões dos cães e que graças a isso me fez chegar a casa com as botas a cheirar a merda. Hoje foste um porreiro! Está sol e, na loucura, consegui sair de casa sem gorro e arrisco-me a tirar o casaco quando mais logo sair do edifício! Quem chegasse aqui hoje pensava "sim senhor, a Primavera chegou a esta cidade"! Mas não, não é?! É tudo para despistar...para nos dares falsas esperanças. Não te armes em sonso que eu já vi as previsões e amanhã volta a chover e a temperatura desce. E no fim-de-semana vai nevar outra vez, não é? A passarada anda doida! É uma chinfrineira lá fora que não se aguenta! Estão felizes, pois claro! E o pior é que vai andar tudo a pinar como se não houvesse amanhã (e não há...pelo menos como hoje) e depois não há condições para criar os filhos, não é? Achas que isso se faz? Eu não faço idéia do que se passa na tua cabeça, se é crise de meia idade, se andas chateado com a Economia mundial...não sei, mas temos que chegar a um acordo. Para não parecer mal agradecida, muito obrigada pelo dia de hoje, mas pah!!! Tu vê lá se te atinas e mandas a puta da Primavera de uma vez! Decide-te ou toma a merda dos comprimidos!!
Grata pela atenção dispensada,

Com os melhores cumprimentos

Tânia Aires

Foto tirada às 9h30 da manhã (dia 20 de Março de 2013)

terça-feira, 19 de março de 2013

O dia do pai...

...é também um bocadinho o dia do filho. Porque embora nunca tenhas tido um pai que te servisse de modelo ou referência tornaste-te, sem dificuldade, no melhor pai do mundo.


Para quem tem a sorte de ainda ter o pai por perto abracem-nos com força. Não só hoje, mas todos os dias que o puderem fazer. Feliz dia do Pai!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ai Portugal, Portugal...

Tenho saudades do pão. tenho saudades do cheiro a lareira. tenho saudades de palmieres e pastéis de nata. tenho saudades de abraços. tenho saudades dos gestos. tenho saudades dos cheiros dos meus. tenho saudades de cozido à portuguesa. tenho saudades do meu gato. tenho saudades dos meus amigos. tenho saudades dos meus sobrinhos. tenho saudades da minha irmã. tenho saudades da minha família. tenho saudades de iogurtes líquidos. tenho saudades do café. tenho saudades de esplanadas. tenho saudades do sol que aquece. tenho saudades de Lisboa. tenho saudades dos dois beijinhos em vez do aperto de mão. tenho saudades do barulho. tenho saudades dos sorrisos sinceros e da simpatia genuína. tenho saudades de pataniscas. tenho saudades de Compal maracujá. tenho saudades da minha avó. tenho saudades do cheiro da minha mãe. tenho saudades de adormecer o meu sobrinho. tenho saudades das Pales. tenho saudades dos jantares dos velhos. tenho saudades do cheiro a bebé da minha sobrinha. tenho saudades de sentir o olhar daqueles que gostam de mim. tenho saudades de presunto. tenho saudades de conduzir. tenho saudades da minha cama. tenho saudades de não ter medo do que vem a seguir. tenho saudades das horas de almoço. tenho saudades de clementinas. tenho saudades de roupa seca no estendal. tenho saudades do meu País. tenho saudades de não ter tantas saudades.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Este é um dia que me diz muito pouco, a mim que já nasci livre e sem ter pelo que lutar...

...mas, infelizmente, há ainda muitas mulheres, por este mundo fora, que fazem com que ainda seja preciso assinalar este dia.

Para as mulheres da minha vida:

Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça, mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para e é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink